quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Porque perdemos tempo tentando classificar nossos sentimentos? Não seria muito mais fácil vivê-los? Sem vírgulas, ponto de interrogação, ponto final, travessão, ífen? Sem a complexidade. Apenas o simples e o que há de mais lindo nele. Mas não, sempre queremos complicar. Entender o que não precisa ser entendido, achar classificações, nomes, adjetivos.. Me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! (Ou quero também?) São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um coração magoado. Quando tudo está bem, sempre achamos algo que não deveria estar alí. E deveria sim, nós que achamos que não. Para complicar, irritar, questionar, procurar.. E quem procura acha! EM TODOS OS SENTIDOS! O pior é que dói não achar uma classificação para o que estamos sentindo mas, onde foi que vimos que sempre precisamos saber por qual sentimento estamos sendo dominados? Quem foi que nos ensinou isso? Ninguém. Porque não há um motivo concreto que faça isso, a não ser é claro por nossa curiosidade. Buscamos o que as vezes nem precisamos. Procuramos por algo que já temos. Quebramos a cara, levantamos, caimos de novo e não aprendemos que certas coisas não existem para serem classificadas, que não possuem traduções ou significados em dicionários. Simplesmente precisamos vivê-las o máximo e aí sim, tirar nossas próprias conclusões. Sem medo, receio ou sei-lá-o-que. Custa viver, apreciar, aproveitar?