terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu sempre acreditei no acaso. Aquelas três borboletas mostram mais do que um desenho que a gente faz quando é adolescente. É a teoria do caos, ou o efeito borboleta, como muitos chamam. E significa que um acontecimento, por menor que seja, pode causar uma série de outros e esse pequeno acontecimento, se não houvesse existido, mudaria totalmente o curso das coisas. Tem gente que me diz que nada é por acaso, mas eu não estaria me contrariando se acreditasse nisso? Mas no que eu acredito então? Acho que acredito que o acaso desencadeia o resto. E o resto a gente pode chamar do que a gente quiser. Pode ser por acaso que a gente acaba sonhando alguma coisa, e acorda, olha pro lado e vê que o sonho não passa da atual realidade, e sorrir por isso. Mesmo que seja efêmero, mesmo que não leve a lugar algum.

A gente não pode prever as rasteiras que a gente vai levar, muito menos o que vai acontecer quando o acaso te levar a virar aquela esquina que vai te fazer colidir com o que não era esperado. E o acaso não leva meses, nem dias... é por um segundo. E não é ninguém que vai dizer o contrário: é somente esse segundo que vai mostrar qual vai ser a diferença entre um ponto final e três pontos.


Capítulo três: das coisas que eu não entendo. E que eu tento entender. Não é distração, não é coincidência, não é calculado e não é, muito menos, de propósito. Não é nada disso. Mas o que é, eu também não sei. E fazia tempo...