segunda-feira, 31 de maio de 2010

Seremos.



Venha, me dê a mão. Vamos deitar no jardim embaixo de todos os planetas. Quero contar as estrelas em tua companhia, decifrar os desenhos que as nuvens formam. Quero compartilhar meus segredos e medos e saber que eles estão bem guardados. Venha. Vamos ser outra vez nós dois.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bem mais que o tempo..



O tempo nunca esquece. Um dia - quando a gente achar que se perdeu, quando a gente nem esperar, quando a gente parar de procurar explicação - as coisas fazem sentido, por si só. A resposta chega, na mesma voz que antes era silêncio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Até logo!



Por favor, não suma por muito tempo. Quero sentir tua falta, mas não quero perceber que vivo sem tua presença. É claro que precisamos de tempo, é necessário. A saudade vem melhor depois, diz Ana Carolina. Nesse tempo que ficará sumido, namore outras mulheres, beije outros lábios, sinta outros cheiros. Descubra! O que tiver que ser, será! Desculpa, é que eu não sei se é você quem espero. E acredito que se fosse, eu saberia. Certo? Também não sei! Quem sabe é só mais uma curtição, uma diversão de momento. O problema é que tudo parece tão sério que até me perco (o que não é difícil). Eu só não posso me acostumar, porque isso é um erro. As pessoas se acostumam e deixam de querer, a questão é que eu quero mais, eu quero muito mais. E espero mais de ti também. Seja sincero comigo e principalmente, seja sincero com você. Se não for conseguir preencher minhas expectativas, nem apareça outra vez. Não quero mais decepções, basta as que já vivi. Vamos fazer assim: Vá! Conheça pessoas, lugares, sentimentos novos. Volte! Veja se algo mudou. Volte para mim. Me ame, me encante e até me enlouqueça, mas não se prenda a mim. Eu gosto de pessoas livres. Combinado? Tenha sua vida, seus segredos, suas paixões, seus medos. E saiba que eu também tenho minha vida e nela há um espaço para você que ninguém mais ocupará. Não se preocupe tanto, eu sei me virar e espero que tu faça o mesmo.

Terminamos assim: Beijos, abraços, sorrisos e um até logo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Correndo contra os ponteiros do relógio.


Olho em minha volta e tudo está girando cada vez mais rápido. Estou ficando tonta, e não estou bêbada. O tempo tem se tornado um grande inimigo para mim, logo ele, que é a solução para tudo. Ao menos sempre foi essa impressão que me passou. Caminho nessas ruas e me debato com pessoas apressadas, que possuem as agendas lotadas de compromissos. Todos correm contra o tempo. Tudo cada vez mais depressa. Os dias parecem ter 12 horas. Quando se vê, já passou outro ano. Carnaval, páscoa, dia das mães, aniversário, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças, natal, reveillon, vestibular. 4 dessas datas já se passou, e aí vem mais uma. Assim vai mais um ano. Socorro! Quero e preciso de dias com 48 horas. A pilha de livros que preciso ler é imensa. Tenho matérias e matérias a serem estudadas. Aulas a serem frequentadas. Academia. Médico. Um pouco de vida social. E bastante objetivos a serem alcançados.
Essa tontura não passa, e o que seria o remédio para ela, se tornou a causa. O tempo! Ou seria a falta dele?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Encontrar



Vou dizer que me perdi, sabendo que enquanto tudo acontecia eu estava era bem aqui? E eu continuo exatamente aqui. Quem sabe um dia eu e você, eu e eles, eu e ele ou eu e eu mesma nos encontremos. Talvez eu ache que sim, talvez eu ache que não, talvez eu não ache nada disso. Talvez eu não ache nada, nem disso nem daquilo. Não quero respostas, não hoje.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dama da Noite




Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. A roda? Não sei se é você que escolhe, não. Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida? Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda. Menos eu. Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta que roda sem fim, sem mim. No fundo, tenho nojo dela. Eu sou a dama da noite que vai te contaminar com seu perfume venenoso e mortal. Eu sou a flor carnívora e noturna que vai te entontecer e te arrastar para o fundo de seu jardim pestilento. Eu sou a dama maldita que, sem nenhuma piedade, vai te poluir com todos os líquidos, contaminar teu sangue com todos os vírus. Cuidado comigo: eu sou a dama que mata, boy. O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. Você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas. Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro. Estar fora da roda é não querer nada. Não quero ninguém. Nem você. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino. Fora da roda, montada na minha loucura. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.


Caio Fernando Abreu (só algumas partes)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Love.




Quero um amor, eu quero sim. Eu sei que quanto mais procurar, mais ele irá fugir de mim e sei também que não devemos correr atrás de quem gostamos, porque a vida nos traz quem merecemos mas, vai demorar muito? O fato é que a gente cria métodos pra seguir em frente. Todos os dias. Propósitos que acreditamos (ou queremos) que sejam maiores do que resgatar aquilo que a gente nunca entendeu. E sinceramente, eu nunca entendi essa história de acharmos a metade da nossa laranja. Eu não sou uma laranja, oras bolas. E muito menos uma panela que precisa de tampa. Eu quero mesmo é alguém que se preocupe comigo, que goste de mim, que seja sincero e tenha respeito acima de tudo. Fidelidade também seria ótimo, o que está bem difícil de achar em relacionamentos desse 'mundo moderno'. Eu perdi a conta das noites em que eu esperei que esse amor batesse na minha porta, invadisse a minha casa e me trouxesse uma explicação. Mas ele nem sabe onde eu moro. Ele nem sabe de nada, mas sabe de tudo sobre mim. Isso me faz duvidar da existência dele na maior parte do tempo. E o fato é que ele existe. E porque não apareceu? Talvez seja por culpa minha, culpa dele, culpa do tempo.. eu não sei. Ou quem sabe eu não esteja preparada para um relacionamento tão sério, porém, é isso que eu quero e quero agora. 'Comofas?'. Nesses dias tão frios com fondue, vinho e filme só o que falta é esse tal amor. Onde tu se esconde? Em qual rua vou te encontrar? Está perto? Muitas vezes não há explicação. Ou eu cansei de tentar achar. É, talvez seja isso. Eu cansei de tentar achar, vou deixar que ele me ache.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Renovação




Hoje é meu aniversário! Sentimentos, planos, sonhos..

Tudo se renova, ou ao menos, deveriam ser renovados. Confesso que esse não foi um daqueles aniversários em que esperei euforica até porque estou aqui atirada nesse sofá, com uma garrafa de vinho, narguile, pizza, filme e a companhia da @rivizenker. Quero meus 15 anos de volta, ou eu posso pular para os 18? Ah, diz que sim.. Quero sair aos gritos pelas ruas dessa cidade, pular, dançar, tomar banho de chuva.. quero chutar o balde. Não existe idade para ser feliz. Quero paz, amor, saúde, dinheiro, sucesso, felicidade e um pouco (ou seria bastante?) de sacanagem.

Não me sinto renovada, e nem sinto que meus sentimentos, planos e sonhos estão renovados. Eu quero mais, aliás, eu quero MUITO MAIS. Isso é errado? Acredito que não. Porque se for, estou ferrada. Será que agora eu vou sentir esse vazio em meus aniversários? Logo eu, que sempre contava os dias para essa data. O melhor talvez seja esperar, ou apenas não apressar. O tempo é rei e tenho dito!


Eu te desejo não parar tão cedo pois toda idade tem prazer e medo.. E com os que erram feio e bastante que você consiga ser tolerante.. Quando você ficar triste que seja por um dia e não o ano inteiro e que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.. Desejo! Que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado ainda, exista amor prá recomeçar. (Frejat)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Palavras Certas



A chuva que cai lá fora leva com ela meus pensamentos que deixei soltos em meio a esse apartamento vazio. Eu quase posso tocar o silêncio, esse mesmo que faz com que as palavras certas desapareçam, ou será que elas nunca existiram e eu estou em busca de algo vago? Bem provável que sim. É isso que tem acontecido comigo ultimamente, procuro e desejo tantas coisas ao mesmo tempo que me perco e acabo com a ideia de que elas são inexistentes mas, eu sei que essas tais coisas existem e vou achá-las. Eu sei onde quero chegar mesmo sem saber como, ou será que talvez minhas armaduras e formas de me proteger estão me cegando ao ponto de não conseguir ver a saída? Será que chegou a hora de me libertar e deixar o tempo mostrar a direção? Talvez seja melhor ir me libertando ao poucos, mas ao mesmo tempo eu sei que não consigo, pra mim é 8 ou 80, eu simplesmente não gosto de meio termo.


Queria te dizer palavras simples
Que guardariam tudo o que eu sinto
E pelo simples fato de te dizer
Mais forte ficaria meu sentimento
Mas nada que eu diga me parece exato
Nada que eu pense tem um sentido claro
Nenhuma canção vai me ajudar a descobrir
...
Queria te dizer palavras simples
Mas as palavras certas não existem
No universo inteiro.
(Nenhum de Nós)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

TUDO








Em agosto - setembro de 2008 veio a notícia de que você estava a caminho. Minha primeira reação foi de espanto, eu deixaria de ser a caçula para ocupar o posto de irmã do meio? E agora? Minhas regalias e mimos acabariam? Perto de dezembro, descobrimos que tu seria uma menina e se chamaria Laura. Saí do consultório e fui direto comprar tua primeira roupa: um tip top rosa.


Eu comprei praticamente todo o teu enxoval, não conseguia olhar para uma roupa e não comprar. Eu estava ganhando uma boneca que teria sua própria vida.


Quando tu nasceu, meu mundo mudou de cor. O que era preto-e-branco se tornou colorido e o que já havia cor, ganhou mais ênfase. Eu voltei a ver as coisas com os olhos de uma criança, aquele olhar que de alguma forma eu deixei de lado..


Eu estou te vendo crescer, compartilhando tuas descobertas e aprendendo contigo. Se perdi um pouco dos mimos, só de te ver sorrir já basta. Eu fico pensando nos conselhos que um dia tu vais me pedir e as vezes até acho que vou te superproteger, mas acredite, é só pra não ver tu cometer os mesmos erros que eu.


Hoje, tu estás fazendo 1 ano, que coisa mais amada. Olho para o chão do meu quarto e te vejo toda de rosa, com xucas no cabelo e brincando com o fio da internet -.- Te chamo e você me dá um daqueles sorriso mais verdadeiros que possa existir e vejo a inocência transbordar em teus olhos azuis mar. Te chamo mais uma vez e você vem gatinhando até a cadeira, me lança outro sorriso e pede colo. Como negar algo tão simples a uma mini pessoa tão amada como tu? Impossível!


Eu não sei transformar esse amor em palavras, é grande demais para ser posto em frases. Prefiro transmitir ele assim: com beijos, abraços e colos. Me sinto melhor só em te ter por perto.


Termino te desejando as melhores coisas do mundo, porque tu merece. Que tu continue com esse jeito maravilhoso, que revela uma fúria incontrolável ao ser contrariada. Esse é teu 1º aninho, o 1º de muitos.




Obrigada por dar cor a minha vida. EU TE AMO SIS!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quantas vidas você tem?



Quando penso que vou ficar livre pra seguir a diante vejo-o voltando com mais uma dose da minha droga preferida: você.Me perco entre teus braços e depois me vejo só, pensando em nós e no que vivemos. Vai ser sempre assim? Poderia ao menos me avisar, assim arrumaria uma forma de não sentir tanta falta quando o encontro acabasse! Será que também é culpa minha? Acho que nós dois temos uma parcela de culpa. Talvez eu deva acabar com esse vício de uma vez por todas ou eu vou esperar a hora de você não querer mais? Desculpa mas eu prefiro a primeira opção, cansei de ser o brinquedinho que só é procurado quando o 'dono' não tem algo melhor. Eu sou mais do que isso, e você sabe disso tanto quanto eu. Me diga, quantas vidas você tem? Gato possui 7, mas você eu já matei mais de mil vezes dentro de mim, e quando te vejo o sentimento acaba sempre voltando, ou ele nunca se foi de verdade. Eu perco a fala e sinto borboletas dentro de mim, mas não é amor, eu preciso acreditar que não é. Se fosse eu não sofreria tanto.. penso eu.
OBS: Esse post se mistura com o que já senti e com o que a minha amiga @rivizenker está sentindo. Esse é pra ti, amiga.

Mudanças!


Quando foi que eu deixei de ser criança pra me tornar essa quase adulta? E mais, será que eu já sou uma quase adulta preparada pra tomar conta de todas essas responsabilidades que a vida está largando nas minhas mãos? Confesso que não me sinto tão preparada assim! Onde está mamãe? Nunca fui muito fã da rotina, e agora me vejo presa a uma. Venero o improvável, as surpresas, as aventuras.. Ai, como é bom! Faz tempo que não me sinto como uma aventureira que um dia fui, sair sem horas pra voltar, sem compromissos logo mais e com aquela liberdade que só tenho em minha "calma" cidade. Talvez seja um pouco de saudades, ou não. Hoje me vejo mais madura e até sinto um pouco de orgulho por isso. O ponto positivo dessa mudança que talvez eu não tenha percebido, é que aprendi a confiar mais em mim e na minha força pra conseguir meus objetivos, e isso faz com que eu queira cada vez chegar mais longe. Abram alas, aí vou eu e levo comigo toda minha força, minha determinação, minha coragem e um pouco de medo também - não muito, mas o suficiente -. Quero poder olhar pra trás e perceber que nada foi em vão. Termino ao som de Nickelback - Photograph e digo que com tudo isso eu aprendi que mudar dói, mas não mudar dói muito.