segunda-feira, 26 de julho de 2010

Começei a me questionar se o amor não deixou de ser só sentimento e começou a virar jogo. E o pior, tem sido um jogo onde todos perdem. Cansei de jogar, porque cansei de perder. Não sei se é ser burra demais, mas eu quero um amor sem competições, sem orgulhos bestas, sem egoísmos, sem blefes ou cartas na manga. Sim, eu tenho medo, mas quero aprender a me entregar sem “poréns” (E quero alguém que se entregue também.) O “talvez”, o “se” e o “mais ou menos” não deveriam fazer parte do vocabulário sentimental. Afinal, amor é “sim” ou “não”.

domingo, 25 de julho de 2010



Então fica combinado assim, eu vou para lá e tu vens para cá. Sem essa, sem mais, sem razões ou explicações. Simples assim, como tudo deve ser. Para que complicar? Gostar do que não nos faz bem, querer o que não podemos, sentir o que não precisamos, nos importar com detalhes, querer o mais tendo o menos. Seria tão mais fácil e tão mais simples aceitar o que nos é dado mas não, queremos mais.. Sempre mais. Eu desisto! É, eu desisto sim. Deixo-te livre, sem pressões ou chantagens.. Chega. Eu não preciso disso. Vou fazer meu coração tomar jeito, não quero mais procurar em vão, um dia a gente se esbarra por ai e eu me derreto feito manteiga no pão.. sirva-se. Não, não me procure. Não pergunte de mim. Não me chame, não me ligue, não venha puxar assunto e por favor, não me deixe recados. Me dê um tempo, um tempo só pra mim. Sim, é disso que preciso.. sem mais. Preciso reinventar meu mundo, meus planos, meus segredos.. Me perdi quando te conheci, a razão foi embora sem dar explicações, me vejo tomada pela emoção e estou em busca do desconhecido, procurando respostas e sentidos para tudo. É que quando te vejo, tudo se torna lindo, as cores ficam mais fortes e tudo se enxe de vida. Não sei explicar, mas não quero sentir. Não agora. Não assim. Não no meio dessa confusão que nossas vidas estão. Por favor, agora não.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O fato é que procuro uma lacuna aberta onde eu possa entrar e esquecer de tudo, ou ao menos tentar. Os finais estão se aproximando e eu preciso decedir pra que lado vou, mesmo sem saber como. Tento aceitar a ideia de quanto mais cedo melhor, que tenho a pouca idade a meu favor e que se conseguir as coisas agora, melhor pra mim. Mas, quem disse que eu quero tomar decisões as quais vão mudar a minha vida totalmente? Quem disse que estou pronta pra escolher o que quero fazer pro resto dos meus dias? Por que se for pra eu tomar uma decisão agora, não vou voltar atrás. Eu quero um tempo pra pensar, eu preciso desse tempo. A questão é que vejo meu "remédio" desaparecer entre meus dedos, não consigo pegá-lo e segurá-lo pra mim. E as pessoas me cobram cada vez mais, eu me cobro cada vez mais. Me cobro decisões, escolhas, soluções, respostas.. Me cobro uma saída. Acho que a real é que a ficha ainda não caiu. Minha vida está encerrando ciclos e abrindo outros, preciso estar cada vez mais madura e conciente de todas essas mudanças e não estou, ao menos é assim que me sinto. Será que vou saber quando chegou a hora certa? Vou me sentir preparada? Também não sei! Ninguém me dá respostas, ninguém me dá auxílios.. apenas perguntas e cobranças, cada vez mais complexas e assustadoras. Posso me desligar? Deixar o tempo passar? Apertar em um botão para que pule 10 anos? Não! Eu não posso! E se pudesse, não seria assim que eu resolveria meus problemas. Pedro Bial disse uma vez: "Enfrente todo dia algo que te meta medo de verdade". Acredite, eu enfrento mais de uma coisa. Meu medo, minha ansiedade e minha angustia crescem cada vez mais enquanto os minutos passam e o fim/começo se aproxima, não sei pra onde correr ou onde me esconder, parece que não existem saídas apenas escolhas ou seria essa a minha saída? Espero o tempo mostrar..

terça-feira, 13 de julho de 2010

"A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesmo, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronto para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Andei. Por caminhos difíceis, eu sei. Mas, olhando o chão sob meus pés, vejo a vida correr. E, assim, a cada passo que der, tentarei fazer o melhor que puder. Aprendi. Não tanto quanto quis, mas vi que, conhecendo o universo ao meu redor, aprendo a me conhecer melhor, e, assim, escutarei o tempo, que ensinará a tomar a decisão certa em cada momento. E partirei em busca de muitos ideais. Mas sei que hoje se encontram meu passado, futuro e presente. Hoje sinto em mim a emoção da despedida. Hoje é um ponto de chegada, e, ao mesmo tempo ponto de partida. Se em horas de encontro pode haver tantos desencontros, que a hora da separação seja, tão somente, a hora de um verdadeiro, profundo e coletivo encontro. De tudo ficarão três coisas: a certeza de estar sempre começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de ser interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte e da procura um encontro. Um simples encontro!

(Fernando Sabino)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"E se eu te dissesse que tenho medo de ser feliz para sempre?" (Divã - MM)
Acho que é isso: as pessoas estão com medo de serem felizes. Procuram tanto pela felicidade, quem quando encontram não sabem como reagir, não sabem aproveitar, ficam com medo. Será que é porque não saberão viver sem essa busca constante? Quando tudo parece dar errado, ficamos deprimidos e nos achamos as pessoas mais infelizes. E quando tudo começa a dar certo, ficamos desconfiados, ficamos a espera do "tombo". Por que? Também não sei a resposta. No fundo, gostamos mesmo é de complicar. Tudo é fácil, só depende do ponto de vista de cada um. Mas não aceitamos, porque afinal, o que conquistamos fácil não tem um gostinho tão bom quanto aquele que vem através do nosso esforço. Há ainda, aquelas pessoas que pensam que a própria felicidade depende de outros. Agradeço por não fazer parte desse grupo. Cresci acreditando que a minha felicidade depende só de mim, depende das minhas escolhas, minhas atitudes, meus desejos. Se não estou feliz, não tenho o direito de por a culpa em alguém. Os outros apenas complementam essa felicidade que eu mesmo construí. Sempre acreditei que quem traça o meu caminho sou eu. Sou eu que faço as escolhas pra minha vida, não os outros, então porque a minha felicidade dependeria deles? Isso não tem nexo. Sinceramente, tenho pena de quem não pensa assim.. pena, medo e frustração alheia.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Acho que é isso: uma mistura de sentimentos.
O pior é que não sei nem por onde começar para organizá-los.
Talvez seja melhor deixá-los assim. Gosto dessa confusão, ela me faz sentir que ainda há algo pulsando aqui dentro. Eu consigo me encontrar no meio de todo esse caos que eu mesmo construí. Essa bagunça acaba se tornando minha orientação e penso que essa seja a orientação mais pura e verdadeira, porque afinal.. Tudo faz sentido quando escutamos o coração.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega ... O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz!"

Arnaldo Jabor, o completo tá aqui: http://www.pensador.info/frase/MjI1ODE0/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mais uma vez me pego pensando no que poderia ter acontecido entre nós, se não fosse o medo de se entregar. Não gosto desses dias em que tudo me leva a você, parece que não tenho vida própria. E sim, eu tenho. E é essa vida que me cobra uma mudança, que me cobra as respostas que ainda não encontrei. Eu optei em não sofrer por algo que talvez nem seja tudo isso para mim. Optei por não te procurar e deixar as coisas acontecerem (logo eu, que quero tudo pra ontem) e sinceramente, essas foram minhas melhores escolhas. Saiba que eu fiz um acordo com o amor, eu não procuro ele e nem ele me procura. Um dia, quando os dois estiverem preparados, a gente se encontra e tudo fará sentido por si só.

"Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos." (Caio F Abreu)