quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Se pudesse resumir meus últimos 12 meses, diria que eu tive um ano com poucas, mas boas certezas. Algumas delas se mostraram menos certas do que previ, outras continuam sendo o chão que eu teimo em pisar - e, até então, ele me parece firme.

Acontece que a segurança e firmeza que eu considero importantes, talvez não sejam iguais ao que outros chamam de certeza. O chão que eu teimo em pisar é nada menos do que aquele o qual eu não tenho a mínima ideia de onde vai me levar, mas pra mim ele é firme. Eu sou assim. E vou muito bem, obrigada.
Eu estive em muitos lugares, sem necessariamente sair do lugar. É que meu pensamento voa. E muda de ares com uma velocidade que até eu mesma me assusto. E por onde anda meu pensamento agora? Longe. E, sempre, de alguma forma, pertencendo a alguém. Tenho me surpreendido, mas é que não gosto MESMO do vazio.

Tenho minhas inseguranças, coerentes com a criança que ainda não deixei de ser. Mudar de história, deixar de lado uma história ou começar outra não é algo que se faça num piscar de olhos. O passado próximo demora a se deixar esquecer. Só que o quê, pra uma garota - livre - de 16 anos, não é passado e o que não é próximo? Mas a gente muda. Não na essência, e sim na adaptação. Talvez agora sejamos melhores. E, hoje, volto a me adaptar ao que já conhecia quando comecei 2010: modo stand-by, ou transição de histórias.

Eis que aguardamos um 2011 que tá aí pra encher de expectativas um monte de gente. Inclusive a mim, que aprendi a sempre esperar demais. E eu, insistentemente, com o mesmo sorriso bobo na cara, continuo adepta da procura. Coisa de quem acredita nas próprias convicções e idealizações. Vai entender.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eu só não quero perder essa minha essência, que no fundo ainda acredita no amor. Eu olho para o lado e não vejo mais aquela beleza que existia antigamente, onde pensavamos nas flores e lembravamos do cheiro e não dos espinhos que poderiam nos ferir. (entendem?) Onde foi parar todo aquele amor que havia no ar? E as flores? E o desejo de uma vida melhor? Eu só não quero perder a minha essência, essa que carrega a esperança de um dia encontrar quem também estava a minha procura.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu tenho minhas convicções. E eu ajo de acordo com elas. Errando, acertando, pode ser... mas eu procuro seguir a lógica, que é porque admiro a racionalidade. E eu, sinceramente não vejo nada mais lógico do que interpretar os sinais que me são dados. Não aqueles que são ditos e previamente calculados, mas sim aqueles transmitidos sem querer, espontâneos e que te mostram que talvez as tuas prioridades não coincidam com as de outra pessoa. Pequenas coisas.

Precipitação, nos dois sentidos. Eu não preciso ter tempo pra classificar minhas histórias antes de sentir o que me é possível sentir. Mas eu também não preciso de tempo pra entender o desequilíbrio que a minha intensidade causa no que eu espero dos outros e - de acordo com isso - abandonar tudo o que eu encontrei ao acaso.


Loren Eymael

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mudaram as estações..
Tudo mudou!

Acabei de ouvir essa frase: "Uma hora tu está cheia de amor pra dar, outra hora está furiosa.. Odeia ser contrariada".
Sim, sou exatamente assim. Bipolar, eu diria. Hoje eu quero, amanhã eu já não sei. Sou assim, e quero continuar assim. Isso já faz parte de mim, entende? Não quero perder essa minha essência, que vem do berço e que vai pro túmulo.


Loren Eymael

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.

Caio Fernando Abreu

domingo, 10 de outubro de 2010

Sou Sonhos. Amor. Felicidade. Respeito. Medicina. Família. Amigas. Livros. Músicas. Roupas. Sapatos. Bolsas. Maquiagens. Perfumes. Festas. Fotos. Abraços. Beijos. Arrepios. Sucesso. Dinheiro. Saúde. Paz. Consideração. Educação. Aneis. Brincos. Pulseiras. Colares. Dormir. Comer. Beber. Dançar. Carnaval. Pular. Mar. Verão. Inverno. Coragem. Lembranças. Romances. Promessas. Histórias. Carinho. Admiração. Verdades. Destino. Escolhas. Certo. Errado. Desejos. Pecados. Deus. Vida..

Sou múltiplas!


Loren Eymael

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Inventário do Irremediável

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."

Mestre Caio F Abreu.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gosto de quem se entrega, de quem marca, de quem tira o fôlego. Não gosto de coisas mornas, de calmaria. Preciso de desafios, complexidade... Assim tudo tem mais sentido. Sou ligada no 220; impulsiva, ansiosa, elétrica. Tem dias que não me suporto, que não consigo me olhar no espelho. Dias em que não me sinto normal e que procuro por calma... Quanta ironia. Hoje não quero respostas, não quero nada além da minha própria bagunça. Entenda que mesmo em meus dias anormais, eu não paro. Não consigo, não sei e não quero parar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu sabia que não ia dar certo, eu tinha certeza disso e mesmo assim fui lá e fiz, ou melhor, escrevi. Essa tal de impulsividade que vive em mim... Um segundo depois de clicar no "enviar" fui tomada por um arrependimento, mas me arrependi por não ter escrito mais. Digitaria aquelas palavras mais mil vezes se fosse preciso, aprendi a saciar minhas vontades. Faço brincadeiras com fundos de verdades, digo coisas serias e logo largo uma risada. Os que me conhecem, sabem que é pura verdade seguida de uma ironia. Gosto de desafios, gosto de desafiar e ser desafiada. Deixo coisas no ar e espero que entendas, o que se torna difícil se você for um limitado que não enxerga nada além das palavras que lê.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Porque perdemos tempo tentando classificar nossos sentimentos? Não seria muito mais fácil vivê-los? Sem vírgulas, ponto de interrogação, ponto final, travessão, ífen? Sem a complexidade. Apenas o simples e o que há de mais lindo nele. Mas não, sempre queremos complicar. Entender o que não precisa ser entendido, achar classificações, nomes, adjetivos.. Me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! (Ou quero também?) São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um coração magoado. Quando tudo está bem, sempre achamos algo que não deveria estar alí. E deveria sim, nós que achamos que não. Para complicar, irritar, questionar, procurar.. E quem procura acha! EM TODOS OS SENTIDOS! O pior é que dói não achar uma classificação para o que estamos sentindo mas, onde foi que vimos que sempre precisamos saber por qual sentimento estamos sendo dominados? Quem foi que nos ensinou isso? Ninguém. Porque não há um motivo concreto que faça isso, a não ser é claro por nossa curiosidade. Buscamos o que as vezes nem precisamos. Procuramos por algo que já temos. Quebramos a cara, levantamos, caimos de novo e não aprendemos que certas coisas não existem para serem classificadas, que não possuem traduções ou significados em dicionários. Simplesmente precisamos vivê-las o máximo e aí sim, tirar nossas próprias conclusões. Sem medo, receio ou sei-lá-o-que. Custa viver, apreciar, aproveitar?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Estava exatamente alí, intacto. Nunca tínhamos parado para perceber o seu tamanho real, a sua verdadeira importância. Conhecíamos ele no seu formato mínimo, sem exageros, sem contradições, emoção completamente ressessiva. Apenas o sólido, o básico, a razão era totalmente dominante. Procurámos tanto por ele que não percebíamos onde ele se encontrava: nas coisas mais simples. Um olhar, uma atitude, um gesto dizem mais do que mil palavras, certo? É, depende do ponto de vista eu diria. Mas ele estava alí. Ele estava alí o tempo todo e ninguém o percebeu. Quem o via, fingia não ter encontrado. Seria medo de não ter mais o que procurar? Ou o medo de vivê-lo? Não sabemos classificá-lo, não temos nada parecido e nem nos interessa qualquer tipo de classificação.. É ele, e apenas ele. Juntando duas pessoas e aí sim: emoção, razão, básico, exagero, máximo, mínimo.. TUDO se mistura, tudo se completa, tudo faz sentido. O amor é mesmo uma coisa engraçada, mas que mexe com todos nossos sentimentos e faz o nosso mundo virar, revirar e virar de novo. Muitas vezes. Várias vezes por dia. Ele não tem medo, não tem raiva, não tem inveja. Simples assim. Como tudo deveria ser! Eu daria um conselho para os que podem apreciá-lo como um dia eu apreciei (não vivi, mas vi): VIVA! APROVEITE! SE ESBALDE! CONTEMPLA! Nada é pra sempre. Cada minuto ao lado dessa raridade, é muito. Não desperdice. Eu sei, é clichê dizer que hoje pode ser seu último dia mas acredite, realmente pode ser. Às vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.

Lulu Santos pediu, a gente obedece:

“Hoje o tempo voa
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte

Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”

Viva o seu romance. Viva o seu último romance.
VIVA!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

As coisas mudam, as pessoas mudam.. Não necessariamente nesta ordem porém elas acontecem, o que é ótimo. Precisamos mudar e eu mudei. Não sei quando foi que isso aconteceu, parece que foi num piscar de olhos porque sinceramente, não notei a evolução e quando vi estava assim, mais madura eu diria. Repito: o que é ótimo! Sabe quando passamos a nos preocupar com coisas mais importantes e não tão fúteis? Do tipo: preciso comprar roupa para a próxima festa. Ok, ainda penso nisso mas confesso que antes era a opção mais importante, hoje não. Agora minhas maiores preocupações são: vestibulares, escolhas, futuro.. A ficha tá caindo, reta final tá chegando. Não preciso provar para os outros essa minha mudança, eu reconheço sozinha e é isso que importa. Aliás, as pessoas que realmente me conhecem, também percebem isso e ficam felizes por mim. Acredito. Sempre ouvi a frase 'mudar dói, não mudar dói muito' e não entendia muito bem o sentido dela, hoje, entendo completamente e percebo o quão real ela é. Aprendi que as coisas se tornam fáceis quando realmente queremos aprendê-las e que tudo faz sentido se a gente der tempo ao tempo. É exatamente isso: esperar o tempo certo. Quando eu era criança, queria sempre parecer mais adulta, inteligente, madura. Hoje, me sinto exatamente assim e mesmo querendo passar rápido por essa evolução, tive que esperar o tempo falar por si e agradeço por isso. Confesso que o esperar nos traz uma maturidade enorme, mesmo eu tendo essa ansiedade que me consome. Não gosto do esperar, mas me rendi a ele. Alguém tem que ceder, não é mesmo? O melhor leva tempo pra acontecer e o universo conspira ao nosso favor, é só confiar.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Desafio. Tá aí uma palavra que me desperta um tesão gigante, capaz até de ganhar de uma panela de brigadeiro. Desde que eu era um projeto de gente, gostava de tudo o que nunca havia feito. Isso incluía queimar meus dedinhos no ferro de passar roupas, comer ração de cachorro e até experimentar as delícias da culinária baseada em areia e mato. Tudo que é novo me excita. O desconhecido sempre me pareceu eterno, sem fim, sabe? De vez em quando, arrisco tentar reexperimentar coisas que odeio. Mostarda, café preto, brócolis ou beterraba. Já tentei de tudo. Às vezes dá certo. Mas confesso que na maioria das tentativas é frustrante a ideia de que se não é mais novo, não tem graça nem qualquer chance de mudança. A mostarda será sempre aquela gosma amarela com cor de excremento de bebê. Quando não dá certo, eu parto para ações mais concretas e desafiadoras. Tipo? Pintar a unha de azul e achar normal. Escrever uma matéria sobre uma partida de futebol - forçada, mas nem por isso, com menos tesão -, acompanhar um processo durante meses esperando que se torne público, pegar ônibus diferentes só pra alterar o itinerário. Parece besta, mas considero qualquer tipo de mudança a final do campeonato mundial de qualquer esporte. Não importa. É extremamente difícil conhecer o novo, ou reconhecer o velho como a maior novidade do ano. Seres humanos são troféus de ouro pra quem gosta do desconhecido. Vejo por mim, que há 16 anos convivo comigo e não faço ideia de quem sou. Não falo em conhecer 123 pessoas por dia. Prefiro conhecer 123 vezes as mesmas pessoas todos os dias. Tem gente que supera expectativas e comete deslizes que fazem com que eu espatife com a cara no chão. Seres completamente mutáveis que se adaptam ao ambiente exterior a cada 123 segundos assustam. Eu fico apavorada com alienígenas. Não sou a pessoa mais normal do mundo, tenho manias estranhas e inconstâncias bem temerosas, às vezes. A diferença, é que eu tento não ferir as pessoas quando crescem espinhos. Bem diferente de algumas flores que andam por aí machucando qualquer espécime mais sensível que apareça.Um dia as pétalas macias e coloridas caem e morrem. Os espinhos ficam. As feridas também.


Derrubem velhos muros.
Construam novos ideais

sábado, 21 de agosto de 2010

Faz tanto tempo que eu já não sei como é não ter ninguém aqui dentro. Sobre o que eu vou escrever agora? Sobre o que eu vou sentir? Pra quem eu vou sofrer? Com quem eu vou sonhar? Tá certo que você sempre foi mais pesadelo que um conto de fadas, mas agora você saiu daqui pra sempre e não tô vendo nenhum outro príncipe encantado galopando no cavalo branco. Eu sei que preciso de um tempo vazia de tudo, mas cansa. Um dia e eu já cansei de não ser de ninguém. Ou de me sentir de alguém. Desculpa se decepcionei quem achou que agora eu daria um sorriso e seria feliz pra sempre. Não é que eu precise de alguém ou não me sinta completa, é que eu gosto do que acrescenta. Gosto quando transborda. Eu acho que nasci pra sofrer por amor e deixar tudo escrito por aí de uma forma mais bonita e dolorosa do que realmente foi. Essa mania de aumentar e diminuir. É que o extremo sempre foi mais verdadeiro e compreensível. Eu leio algumas páginas de um livro e não penso mais em ninguém. Eu ouço uma música e sei lá, parece um ruído qualquer que a gente ouve todos os dias em qualquer lugar. Parece que tudo virou qualquer coisa. Descobri que é tão bom ter motivos pra não esquecer. É quase como meditar eternamente. Viciei no que é latente, no que dói dói dói sem parar. É o costume da vida que não gira, mas que oscila de um lado pro outro sempre voltando pro mesmo lugar. Só que agora o mesmo lugar não tem mais você. Sou só eu. Indo e voltando de um lado pro outro. Variando variando e parando no mesmo lugar. Só que dessa vez a inércia foi desbancada pelo teu adeus e o meu amor que se foi. Desafiando todas as leis que regem meu modo de amar e ser amada, eu te deixei pra sempre. Só que a minha oscilação entrou num caos total, resistindo a qualquer força que tente fazer meu pêndulo parar.


‎"Então eu te disse que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exata."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Definir.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta
um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

Adriana Falcão

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quem eu tento enganar quando digo que não sinto nada? É que no fundo, há um sentimento dentro dessa máquina chamada coração. Sentimento esse, que não consigo identificar.
Seria uma paixonite aguda? Carinho? Admiração? Amor? Não. Amor não pode ser, não doeria tanto.. não machucaria tanto. Certo?!
Eu sinto que você sente algo também. Por quê aliás, quem não se importa não diz e não faz nada. Tuas atitudes demonstram isso..
O que me deixa intrigada, é tua enorme capacidade de querer esconder, querer não sentir e tentar não se entregar a esse sentimento.
Me diga, porque isso?
Te peço que afague minha alma, que me dê respostas concretas, te peço que dê algum sentido a tudo isso.
Eu te peço, te imploro e te suplico.
Eu quero, e muito mais que isso, eu preciso.
Não sei se o que sinto é o mesmo que você. Há uma barreira entre nós que se chama silêncio e que tu tem o prazer em deixá-lo alí, rompendo tudo.
Eu tentei, nós dois sabemos disso. O que não posso dizer, é que vou continuar tentando.
Sabe, tem uma hora que a gente cansa de tentar entender e cansa de procurar respostas porque tudo continua sem sentido.
Eu espero que a tua ficha caia antes que eu perceba que realmente não há porquê tentar salvar algo que não merece ser salvo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

'Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava pra eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo.
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo.
Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta e o lençol amarrotado mesmo que vazio.
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta, só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio.
Deixa o coração falar o que eu calei um dia.
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo.
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia.
Deixa tudo como está e se puder, sem medo.
Deixa tudo que lembrar, eu finjo que esqueço.
Deixa, e quando não voltar, eu finjo que não importa.
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta.
Deixa o que não for urgente, que eu ainda preciso.
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa.
Deixa ali teu endereço, qualquer coisa aviso.
Deixa o que fingiu levar, mas deixou de surpresa.
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo.
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande.
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo.
Se o adeus demora, a dor no coração se expande.
Deixa o disco na vitrola pra eu pensar que é festa.
Deixa a gaveta trancada pra eu não ver tua ausência.
Deixa a minha insanidade, é tudo que me resta.
Deixa eu por à prova toda minha resistência.
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro.
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila.
Deixa pendurada a calça de brim desbotado que como esse nosso amor ao menor vento oscila.
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa.
Deixa um último recado na casa vizinha.
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa.
Deixa a dor que eu lhe causei, agora é toda minha.
Deixa tudo que eu não disse, mas você sabia.
Deixa o que você calou e eu tanto precisava.
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia.
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava.'

Oswaldo Montenegro

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

2 e não 3




Eu procuro respostas em lugares que elas provavelmente não estejam, revejo minhas falas e teus atos para ver onde foi que erramos (porque sim, tu também errou). Tento entender o que te fez agir assim. Teriam sido minhas palavras? Mas tu sabe, atitudes ficam e palavras o vento leva. Assim, me convenço que não esquecerei um movimento sequer que tu tenhas feito. E isso dói, sabia? Dói não saber onde minha possível felicidade se perdeu. Porque se perdeu? Ah, como eu queria ter essas respostas. Seria a maldita mensagem que um dia mandei? Mas não, eu não posso me arrepender de nada. Sempre fui a favor de arriscar, pra não ficar a dúvida do "se". Foi isso que fiz, arrisquei e assim vou continuar fazendo porque apesar de tudo.. sempre vale a pena. Sempre que te vejo eu penso que poderia estar contigo, se não fosse esse teu orgulho maior que nós dois. Dói muito ver a minha incrível capacidade de amar ser jogada ao vento, sem alguém para alcança-la. Você sabe, eu sei, nós sabemos que juntos seríamos mais e teríamos mais. Rir, chorar, ganhar, perder, abraçar, apertar, cantar, calar, amar, brigar.. JUNTOS! Alí, entre nós dois, estava a possibilidade de um sorriso compartilhado. E juro, eu espero muito que quando as fichas caírem e os dados rolarem, que não seja tarde de mais. Eu tentei do fundo do meu coração sermos dois e não três, mas vi tudo se perder..

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quer saber?

Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Meu coração é minha razão. Essa é a lógica que inventei pra mim.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Você sente?




O que é que você sente? Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômoros. E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e... sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.

Texto de uma comunidade :)

domingo, 8 de agosto de 2010

Nosso caminho é o mesmo, nosso vetor é o mesmo, mas é a nossa direção que nos faz bater de frente. E bater de frente dói demais, justamente porque a gente sabe exatamente tudo sobre o obstáculo que se aproxima, mas somos sempre acometidos pela impossibilidade do desvio. Na verdade, a gente gosta mesmo é do conflito. E isso nunca vai mudar.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um pouco mais..

Gosto de abraçar apertado, ganhar carinho, fazer cafuné, dar beijo no pescoço e morder o lábio. Aliás, eu gosto de morder, mexer no cabelo e dormir de conchinha. Sentir o vento no rosto, olhar o mar, contar as estrelas, ficar de pijama, comer, comprar, ler, dar risadas e tirar fotos são coisas que me satisfazem. Sou ciumenta, mandona, possessiva, curiosa, irritante e etc. Prefiro quem olha nos olhos, quem pega na mão, quem sabe me fazer rir e quem ri de si mesmo. Admiro quem mantém sua essência, são pessoas raras. Venero a sinceridade, a amizade, a consideração e o amor. Tenho pena das pessoas normais e das coisas mornas. Sempre vale a pena arriscar e se não deu certo, ao menos teve a tentativa. Atitudes ficam, palavras se vão. As máscaras sempre caem. Quem é de verdade sabe quem é de mentira (Chorão). Tenho um sexto sentido bem agudo, muito difícil eu me enganar. Gosto de sentir, de tocar, de provar.. Não gosto do desconhecido, preciso saber onde estou me metendo e onde vou chegar. Gosto de pessoas, e muito mais de animais. Tenho poucos medos, e muita coragem. Não tenho vergonha, confesso que tenho pouca humildade mas tenho muita compaixão. Estou sempre me contrariando, mudo de opinião, volto atrás, peço desculpas quando vejo que estou errada. Sou orgulhosa, mas não muito. Não corro atrás de quem não merece. Não finjo gostar pra parecer simpática, prefiro a imagem de "cheia" do que de falsa. Acredito no bem, acredito em Deus independente de qualquer religião. Quero me formar em Medicina, me especializar em Cardiologia, casar e ter duas filhas no mínimo, morar em uma casa grande com um belo jardim e ter um chow chow preto. (Será possível ter os dois?). Não sei onde vou parar, eu não quero parar. Quero sempre mais, e eu vejo a minha estrela brilhar. Acredito que vou conquistar tudo o que eu realmente desejo. Quero viajar para muitos lugares, conhecer outras culturas, aprender outras línguas. Moro sozinha há um ano e meio, tenho 16 anos e sou de touro. Saio quase todos os finais de semana, conheço muitas pessoas mas amigos conto nos dedos e por esses, faço tudo. Minhas irmãs e minha mãe são tudo pra mim. Não tenho uma boa convivência com meu pai, me identifico muito melhor com minha mãe mas amo ele demais. Acho que a morte é uma piada que não tem graça nenhuma. Já perdi 3 pessoas maravilhosas, que nunca vou esquecer. Amor? Não sei explicar. Acho que nunca senti. Pra mim, atração é diferente até mesmo do gostar. Aliás, já gostei bastante e de muitos. Quebro a cara praticamente todos os dias, confio demais, me entrego MESMO. Não sei ser pela metade, não sei gostar pela metade, não sei confiar pela metade.. Simplesmente não sei. Gosto dos extremos, do improvável, das surpresas. Não sei ser feliz/triste sozinha, preciso sempre de alguém do meu lado. Espero de mais das pessoas, espero que elas se entreguem na mesma intensidade que eu, e isso acaba quase sempre dando errado. Acredito muito no amor. Um dia, quando eu estiver preparada, ele aparece e tudo fará sentido. Penso que o amor não é um remédio para os outros problemas e que ele só aparece quando deixamos o de lado e pensando assim, sei que hoje não encontrarei o meu. O amor só aparece quando estamos felizes com nós mesmos e sinceramente, não me sinto tão preparada assim. Ainda há mágoas, rancores e tristezas dentro de mim. Preciso me libertar, mesmo sem saber como e finjo que estou bem e que tudo já passou, mas só eu sei o que tem aqui dentro. E dói, como nada parecido. Parece não ter fim, parece não querer sumir.. Quando acho que está cicatrizando, vem algo e arranca a casca, deixando a ferida ardendo. Espero que o mundo melhore, mas não tenho tanta confiança, infelizmente o dinheiro tem comandado tudo. Não existe mais compaixão, ninguém pensa no próximo. Egoísmo e inveja crescem cada vez mais, enquanto o amor e a paz diminuem constantemente e isso se torna assustador. Tenho medo de pensar no mundo onde minhas filhas e netos irão viver, seria engraçado senão fosse totalmente trágico (Será o fim do mundo?) Cada vez que ligamos a televisão, aparece mais casos desumanos que acontecem no dia a dia. São pessoas, e até animais, mortos ou violentados de formas cruéis. Nada que alguém faça, nos dá o direito de batermos e até matarmos essa pessoa. Tirar a vida de alguém, é direito apenas de Deus e isso só acontece quando acaba a missão de cada um. (Sim, eu acredito nisso.) Repito, mais ninguém pensa no próximo. E isso me dá medo, muito medo. Conheço pessoas que tem medo de mortos, de espíritos e etc. Eu tenho medo dos vivos, de quem me rodeia. Não sei o que vou encontrar quando saio para rua, são tantos psicopatas e pessoas de má índole. Pessoas que passam por cima das outras para conseguir o que querem. Prefiro o meu degrau do que a sua escada (Túlio Deck). Eu continuo aproveitando todas as oportunidades que a vida me dá, e sempre seguindo atrás dos meus objetivos sem passar por cima de ninguém. Acredito que Deus escreve o certo por linhas tortas e tudo que for pra ser, será. E assim eu vou indo.. Caio, levanto, sigo mas NUNCA desisto.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sem título definido.

Hoje tudo parece cinza, uma cor tão morna, um meio termo terrível entre o preto e o branco. Eu tenho me sentido cinza ultimamente e, não gosto disso. Não gosto do meio termo, quero tudo aos extremos. Não sei definir o que sinto, há tantas dúvidas e tantas obrigações, eu sei que não te amo mas te quero por perto, as coisas parecem não ter sentidos e eu sei, sou um pouco egoísta. Não quero me prender a ti, mas te quero preso a mim (Ou eu me prenderia a ti? É, acho que sim.) Complicado, não? Há duas estradas em minha frente e não sei qual devo escolher. Posso testar? Posso escolher uma e se não der certo voltar atrás? Diz que sim! Como já disse, preciso reinventar o meu mundo. Tudo se perdeu, tudo foi para longe e tudo ficou tão cinza, de novo. Não entendo porque ainda não tivemos uma conversa que poderia nos salvar, que poderia esclarecer tudo e não deixar mais essas dúvidas no ar. Esse silêncio tem me sufocado, preciso das tuas palavras por mais frias que sejam. Preciso de respostas, e só tu as tem. Eu sei, e todos sabem, não posso perder meu tempo contigo. Eu não sinto falta de ti, eu sinto falta da pessoa que eu pensei que tu fosse. Caráter é bom, sabia? E mais uma vez o amor é posto em seu formato mínimo, sem mais. Talvez um dia, quando tudo estiver se perdido, quando eu não quiser mais as respostas ou quando elas se tornarem insignificantes, você virá e hoje o que é silêncio, amanhã se tornará um barulho infernal que não vou mais querer ouvir. Afinal, tudo passa e o tempo é o melhor remédio.. SEMPRE!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Começei a me questionar se o amor não deixou de ser só sentimento e começou a virar jogo. E o pior, tem sido um jogo onde todos perdem. Cansei de jogar, porque cansei de perder. Não sei se é ser burra demais, mas eu quero um amor sem competições, sem orgulhos bestas, sem egoísmos, sem blefes ou cartas na manga. Sim, eu tenho medo, mas quero aprender a me entregar sem “poréns” (E quero alguém que se entregue também.) O “talvez”, o “se” e o “mais ou menos” não deveriam fazer parte do vocabulário sentimental. Afinal, amor é “sim” ou “não”.

domingo, 25 de julho de 2010



Então fica combinado assim, eu vou para lá e tu vens para cá. Sem essa, sem mais, sem razões ou explicações. Simples assim, como tudo deve ser. Para que complicar? Gostar do que não nos faz bem, querer o que não podemos, sentir o que não precisamos, nos importar com detalhes, querer o mais tendo o menos. Seria tão mais fácil e tão mais simples aceitar o que nos é dado mas não, queremos mais.. Sempre mais. Eu desisto! É, eu desisto sim. Deixo-te livre, sem pressões ou chantagens.. Chega. Eu não preciso disso. Vou fazer meu coração tomar jeito, não quero mais procurar em vão, um dia a gente se esbarra por ai e eu me derreto feito manteiga no pão.. sirva-se. Não, não me procure. Não pergunte de mim. Não me chame, não me ligue, não venha puxar assunto e por favor, não me deixe recados. Me dê um tempo, um tempo só pra mim. Sim, é disso que preciso.. sem mais. Preciso reinventar meu mundo, meus planos, meus segredos.. Me perdi quando te conheci, a razão foi embora sem dar explicações, me vejo tomada pela emoção e estou em busca do desconhecido, procurando respostas e sentidos para tudo. É que quando te vejo, tudo se torna lindo, as cores ficam mais fortes e tudo se enxe de vida. Não sei explicar, mas não quero sentir. Não agora. Não assim. Não no meio dessa confusão que nossas vidas estão. Por favor, agora não.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O fato é que procuro uma lacuna aberta onde eu possa entrar e esquecer de tudo, ou ao menos tentar. Os finais estão se aproximando e eu preciso decedir pra que lado vou, mesmo sem saber como. Tento aceitar a ideia de quanto mais cedo melhor, que tenho a pouca idade a meu favor e que se conseguir as coisas agora, melhor pra mim. Mas, quem disse que eu quero tomar decisões as quais vão mudar a minha vida totalmente? Quem disse que estou pronta pra escolher o que quero fazer pro resto dos meus dias? Por que se for pra eu tomar uma decisão agora, não vou voltar atrás. Eu quero um tempo pra pensar, eu preciso desse tempo. A questão é que vejo meu "remédio" desaparecer entre meus dedos, não consigo pegá-lo e segurá-lo pra mim. E as pessoas me cobram cada vez mais, eu me cobro cada vez mais. Me cobro decisões, escolhas, soluções, respostas.. Me cobro uma saída. Acho que a real é que a ficha ainda não caiu. Minha vida está encerrando ciclos e abrindo outros, preciso estar cada vez mais madura e conciente de todas essas mudanças e não estou, ao menos é assim que me sinto. Será que vou saber quando chegou a hora certa? Vou me sentir preparada? Também não sei! Ninguém me dá respostas, ninguém me dá auxílios.. apenas perguntas e cobranças, cada vez mais complexas e assustadoras. Posso me desligar? Deixar o tempo passar? Apertar em um botão para que pule 10 anos? Não! Eu não posso! E se pudesse, não seria assim que eu resolveria meus problemas. Pedro Bial disse uma vez: "Enfrente todo dia algo que te meta medo de verdade". Acredite, eu enfrento mais de uma coisa. Meu medo, minha ansiedade e minha angustia crescem cada vez mais enquanto os minutos passam e o fim/começo se aproxima, não sei pra onde correr ou onde me esconder, parece que não existem saídas apenas escolhas ou seria essa a minha saída? Espero o tempo mostrar..

terça-feira, 13 de julho de 2010

"A vida ensina, a gente aprende. No entanto, isso não quer dizer que não devamos, às vezes, desobedecer as leis que nós mesmos criamos. Cansei de lutar contra mim mesmo, pois já me cobrem o corpo feridas em diferentes fases de cicatrização. Aqui estou, pronto para me aplicar com mais algumas doses cavalares de você, se assim me permitir. E eu já não mais vivo sem essa morfina que eu batizei com o teu nome, há alguns meses atrás."

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Andei. Por caminhos difíceis, eu sei. Mas, olhando o chão sob meus pés, vejo a vida correr. E, assim, a cada passo que der, tentarei fazer o melhor que puder. Aprendi. Não tanto quanto quis, mas vi que, conhecendo o universo ao meu redor, aprendo a me conhecer melhor, e, assim, escutarei o tempo, que ensinará a tomar a decisão certa em cada momento. E partirei em busca de muitos ideais. Mas sei que hoje se encontram meu passado, futuro e presente. Hoje sinto em mim a emoção da despedida. Hoje é um ponto de chegada, e, ao mesmo tempo ponto de partida. Se em horas de encontro pode haver tantos desencontros, que a hora da separação seja, tão somente, a hora de um verdadeiro, profundo e coletivo encontro. De tudo ficarão três coisas: a certeza de estar sempre começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de ser interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte e da procura um encontro. Um simples encontro!

(Fernando Sabino)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"E se eu te dissesse que tenho medo de ser feliz para sempre?" (Divã - MM)
Acho que é isso: as pessoas estão com medo de serem felizes. Procuram tanto pela felicidade, quem quando encontram não sabem como reagir, não sabem aproveitar, ficam com medo. Será que é porque não saberão viver sem essa busca constante? Quando tudo parece dar errado, ficamos deprimidos e nos achamos as pessoas mais infelizes. E quando tudo começa a dar certo, ficamos desconfiados, ficamos a espera do "tombo". Por que? Também não sei a resposta. No fundo, gostamos mesmo é de complicar. Tudo é fácil, só depende do ponto de vista de cada um. Mas não aceitamos, porque afinal, o que conquistamos fácil não tem um gostinho tão bom quanto aquele que vem através do nosso esforço. Há ainda, aquelas pessoas que pensam que a própria felicidade depende de outros. Agradeço por não fazer parte desse grupo. Cresci acreditando que a minha felicidade depende só de mim, depende das minhas escolhas, minhas atitudes, meus desejos. Se não estou feliz, não tenho o direito de por a culpa em alguém. Os outros apenas complementam essa felicidade que eu mesmo construí. Sempre acreditei que quem traça o meu caminho sou eu. Sou eu que faço as escolhas pra minha vida, não os outros, então porque a minha felicidade dependeria deles? Isso não tem nexo. Sinceramente, tenho pena de quem não pensa assim.. pena, medo e frustração alheia.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Acho que é isso: uma mistura de sentimentos.
O pior é que não sei nem por onde começar para organizá-los.
Talvez seja melhor deixá-los assim. Gosto dessa confusão, ela me faz sentir que ainda há algo pulsando aqui dentro. Eu consigo me encontrar no meio de todo esse caos que eu mesmo construí. Essa bagunça acaba se tornando minha orientação e penso que essa seja a orientação mais pura e verdadeira, porque afinal.. Tudo faz sentido quando escutamos o coração.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

"Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega ... O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz!"

Arnaldo Jabor, o completo tá aqui: http://www.pensador.info/frase/MjI1ODE0/

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mais uma vez me pego pensando no que poderia ter acontecido entre nós, se não fosse o medo de se entregar. Não gosto desses dias em que tudo me leva a você, parece que não tenho vida própria. E sim, eu tenho. E é essa vida que me cobra uma mudança, que me cobra as respostas que ainda não encontrei. Eu optei em não sofrer por algo que talvez nem seja tudo isso para mim. Optei por não te procurar e deixar as coisas acontecerem (logo eu, que quero tudo pra ontem) e sinceramente, essas foram minhas melhores escolhas. Saiba que eu fiz um acordo com o amor, eu não procuro ele e nem ele me procura. Um dia, quando os dois estiverem preparados, a gente se encontra e tudo fará sentido por si só.

"Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos." (Caio F Abreu)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eu quero menos e desejo menos pra você. Menos desigualdade. Menos desconfiança. Menos guerra. Menos tragédias. Menos medo e rancor. Menos mágoa e ressentimentos. Quero e desejo menos desilusão e menos sofrimento. Menos preocupação e inveja. Menos falsidade e complicações. Menos falta de tempo. Menos brigas. Menos banalidade e rótulos. Menos ignorância e infelicidade. Menos mentiras e desonestidade. Quero menos puxação de saco e preconceito. Menos insônia e menos falta do que fazer. Menos cobrança. Menos roubos e violência. Menos tristeza. Menos carência e falta de amor em geral. Menos nós separados. Eu quero menos confusão, fofocas e intrigas. Menos crianças jogadas nas ruas. Menos desentendimentos. Menos drogas. Quero menos o que me faz mal, e te desejo tudo em dobro.

domingo, 27 de junho de 2010

Eu não quero muito..

Dizem que a gente tem o que precisa, não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito, eu não quero muito. Eu quero é mais. Mais paz e saúde. Mais dinheiro e honestidade. Mais poesia e verdade. Mais harmonia e cumplicidade. Mais noites bem dormidas e mais noites em claro. Mais noites com os amigos e mais noites sozinha. Mais risos e choros. Mais olhares sinceros e amizades verdadeiras. Mais amor e felicidade. Mais educação e respeito. Mais férias e diversões. Mais trabalhos e responsabilidades. Mais livros e músicas. Mais banhos de chuva e dias de sol. Mais eu e mais você. Mais sorrisos, beijos e aquele abraço apertado. Eu quero nós, mais nós. Nós grudados, enrolados e amarrados. Jogados no tapete da sala, nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais, simples assim. Quero mais verão. Quero mais inverno. Quero mais sabedoria. Mais confiança. Mais compaixão. Quero mais dias melhores. Quero mais sinceridades. Quero mais sonhos. Quero mais sorte. Quero mais fé. Quero mais família. Quero você e quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo, quero seu cheiro e quero aquele olhar que não cansa. Quero aquele desejo que escorre pela boca e que cai no seu corpo. Quero mais no minuto seguinte porque nada é muito quando é demais.


* Texto de uma comunidade, com VÁRIAS adaptações por mim.
Original: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=87269372

sábado, 26 de junho de 2010

Meu corpo obedeceu quando eu o reiventei, mas não como fora planejado. Parou, mas não de todo; e não se sustentou direito. Em algum momento errei a fala, fugi do roteiro, botei fora o papel pensando que ainda não era indispensável. Estranhas mudanças começaram a acontecer em mim, essas que nem eu entendo mas sofro. O que vai ser de mim? Eu me pergunto isso todos os dias, uma porção de vezes. Não sei do que estou reclamando ultimamente, a falta de um amor talvez, mas tem tanta coisa boa acontecendo na minha vida, tudo mudando em uma fração de segundos que acabo me perdendo. É, talvez seja isso.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegueutras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Há quem diga que solidão é um bom remédio. Não penso assim! Prefiro estar perto de quem gosto, sempre. Venero aqueles domingos em família, a casa cheia, toda aquela confusão.. Ou, aquelas funções de amigos. Sabe como é?!
Sim, eu me dou bem comigo mesmo, mas prefiro estar acompanhada de outras pessoas. O silêncio me assusta, e dele, eu fujo. Mesmo quando estou só, procuro estar com a TV e a música ligada (ou até as duas.) para não ter o silêncio perto de mim.. Ele me irrita completamente! Vai achar que sou triste por não saber ficar sozinha? Então te digo que triste, é quem vive só.
Gosto de ficar perto de tudo o que acho certo. A verdade é que nunca estou só, levo as pessoas que amo do lado esuqero do peito e por elas, faço tudo (até pipoca - como diria a @again_and_again). A questão é que muitas pessoas procuram qualquer companhia, por medo da solidão. Isso, eu já acho extremamente triste. Não tenho medo de ficar só, como já disse, sou uma ótima companhia para eu mesmo. É errado preferir estar com outras pessoas? Se for, erro todos os dias.

"..Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar, que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.."

Clarice Lispector

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Encostei a cabeça no travesseiro desejando acordar e descobrir que foi apenas mais um sonho rium. Foi a noite mais longa em anos, e sei que foi só a primeira. Eu acreditava em nós, hoje só acredito em mim. O mais irônico de tudo isso é que eu não tenho pra onde correr, pois o meu refúgio se tornou a minha melhor decepção. Eu só queria que tu fosse pelo menos 1/3 do que eu pensava que tu era.


"E eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo." (Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não sei porque você se foi.

Lembro bem da última vez que nos falamos, lembro do teu sorriso sempre que ganhava um beijo meu, lembro da tua voz, da intensidade do teu abraço. Lembro dos teus gostos e desgostos, das tuas preferências, tuas prioridades. As vezes, quando a dor fica insuportável, até tento te apagar daqui. Que tola, jamais vou conseguir (e nem quero, na real). Tu marcou a minha vida e nela, tu tem carta branca, tem um espaço todo teu. Eu te guardei onde jamais alguém vai tirar. É que essa saudade dói, e dói muito sabe? Dói saber que nunca mais vou te ter aqui. Você me deixou assim, sem palavras, e tudo o que me restou foram as lembranças, os planos.. NOSSOS planos!
É tão estranho, tinha todo meu futuro planejado ao teu lado, mas nunca pensei te perder assim. São tantas surpresas né? Nem sempre agradáveis! Tenho tuas palavras gravadas em mim, assim como as músicas que se tornaram nossas. Sinceramente não sei como me reergui, nem de onde tirei forças. Talvez lembrar daquela tua sede de viver tenha me ajudado. Tu me mostrou o que significa o amor, e fez eu crer que ele realmente existe. O difícil é ter que construir planos novos, porque aqueles.. só dariam certo contigo! É tudo tão injusto né? 4 meses já se passaram..
Todos os dias agradeço ter tido a oportunidade de ter convivido contigo, e de ter vivido tudo aquilo ao teu lado. 'Ontem' tu era meu gurizinho, meu amor. 'Hoje' tu continua sendo meu gurizinho e meu amor, porém se tornou meu anjo, minha estrela guia. Eu sinto tua presença ao meu lado todos os dias, eu te levo comigo. Agradeço ter tido a oportunidade de te falar tudo o que sentia, e nunca ter te enganado. TE AMO HOJE E SEMPRE! Eu me prometo um dia te encontrar. Eu vejo o teu olhar nos meus sonhos. Eu posso te encontrar, sempre assim.

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você (8)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eu sei onde encontrar o que eu quero. Mas eu não aceito. Todas as tentativas de ficar longe, de te mostrar que eu não me importo... Existem pessoas que às vezes acredito serem capazes de te apagar um pouco daqui. Mas tudo o que eu acredito vai embora tão rápido. Foi assim que eu descobri não conseguir te tirar nunca de perto daqui. Eu deveria te odiar por isso, não é verdade? Às vezes eu acredito que sim. É que o que eu sinto varia entre o ódio e uma coisa muito bonita que eu nunca soube nomear. Como é que eu vou, um dia, caminhar tranqüila se a sombra que eu carrego leva um pouco do que é teu? Eu quero poder ser dois, não três. Eu perdi a conta das noites em que eu esperei que você batesse à minha porta, invadisse a minha casa e me trouxesse uma explicação. Mas você nem sabe onde eu moro.

Acho que o que dói é um passado próximo.

Você tem o papel, eu tenho a caneta. A gente só precisa saber onde se escondeu a história. Me deixa saber.

Por Andressa Schrank

What?

E é exatamente assim que estou me sentindo: Perdida. Pra onde essa estrada está me levando? Falta muito pra chegar? Porque estou no banco do carona? Estou completamente confusa. Não sobre o que eu quero, mas sobre o que ando fazendo e sentindo. Não sei como me deixei chegar a esse ponto. Nada parece ter um sentido claro, tudo mudou de lugar.. as pessoas mudaram. O problema é que não me enquandro nessa mudança, sabe? "Eu já olhei a cidade de cima e ainda não achei meu lugar". Deixa eu passar para o volante, quero ligar o som no volume máximo, dobrar a esquina e acelerar bravamente. Vou sentir o vento bater no rosto, quem sabe ele, junto com a sensação de comando, me tragam algumas respostas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Help me

Não gosto desse silêncio que insiste em permanecer quando há centenas de palavras a serem ditas. Onde a minha coragem se escondeu? Eu preciso dizer o que tem se passado dentro de mim, mas me sinto insegura. Logo eu, que sempre digo o que tenho vontade. Essa confusão que se instalou na minha vida desde quando você chegou está me sufocando. Talvez seja porque estou cobrando e esperando demais de algo sem futuro. Eu já não sei mais o que dizer, o que pensar ou fazer.. E sinceramente espero que você possa me ajudar.

'Deixamos pra depois uma conversa amiga,
que fosse para o bem, que fosse uma saída..'

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não sou ninguém politicamente correta, muito menos agradável. Falo o que me vem a cabeça e não penso duas vezes antes de fazer o que me dá vontade, sou antipática, barraqueira, pessimista, irônica, esquisita, fumo, bebo, danço e grito. Mas mesmo sendo tão diferente, ainda desejo um homem dentro dos padrões de príncipe encantado. Esse é meu jeito de viver, queira você ou não. Já tentei ser outra pessoa, mas prefiro ser eu mesma e não agradar, eu gosto disso. Apesar de tudo isso, ainda assim consigo ser uma pessoa legal.


"A verdade é que me enchi, de você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame." Fernanda Young.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O melhor está por vir!

Eu continuo aqui, esperando uma boa explicação ou apenas algumas palavras que deem sentido a tudo isso que tem acontecido. Palavras as quais tu se recusa a me dizer, justo quando mais preciso ouví-las. A questão é que não importa qual seja a verdade, as pessoas enxergam (e acreditam) naquilo que querem. E esse talvez tenha sido o teu erro, acreditou não naquilo que tu enxergou mas sim naquilo que tu ouviu. Mesmo sendo tudo (ou quase tudo) mentira tu preferiu acreditar, não deixando eu mostrar quem realmente sou e do que realmente sou feita.
Apesar de tudo isso, acredito que foi melhor assim. Vá. Continue com essa vida de noites sem sentidos, faça de outras garotas um troféu. Eu já não vejo mais graça nisso.. Coisas melhores me esperam.


Só um desabafo resumido..

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sem inspiração e carente.


Não estou nada inspirada mas, estou bastante carente. Esses dias que se aproximam do dia dos namorados é o ó (pra solteiras), mas tem o lado bom.. hehe.



Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!

Martha Medeiros

terça-feira, 8 de junho de 2010

Passado tão perto.




Vou mudar a cena. Talvez mude até de cenário. Chega de lágrimas e sentimentos confusos. Chega desse tumulto dentro de mim. Vou começar apagando os episódios desagradáveis. Vou tomar um banho, vestir uma bela roupa e sair. Estou motivada.

[Alguém acredita mesmo nisso?]

Ok, então a verdade:

Estou impaciente, confusa e muito chata. Falando baixinho e me sentindo insegura. Pensamentos entram e saem. Procuro maquiar uns versos, de modo a tornar tudo mais bonito. Não dá certo.

Corro contra a imensa vontade de ficar isolada em casa. Embora debaixo do cobertor pareça ser o lugar mais seguro do mundo e ainda que isso possa me poupar das clássicas perguntas: "Ei, o que você tem?". Não posso responder. Não sei o que eu tenho. Mas sei exatamente o que eu gostaria de ter e o que gostaria de saber. Gostaria de saber explicar as coisas como elas são, gostaria de saber, na prática, distinguir ficção e realidade. Saber a real diferença entre longe e perto. Saber porque os sentimentos vêm aos pares.


Tive uma ideia sensacional para me livrar dessa situação... Vou me refugiar no passado e redescobrir o que eu sou (seja lá o que isso for). Ouvir uma música complacente... Que me traga segurança. Que junte meus retalhos, espalhados aos milhares. Uma música que me lembre de um tempo, no qual eu sabia exatamente quem eu era.


Se procurarem por mim, estarei por lá... No passado... Somente eu e a canção...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Então me diga.

Se eu te dissesse que quero uma mudança para minha vida, mas que não mexo um músculo para isso acontecer.. O que você me diria? E se eu te dissesse que procuro o que só aparece quando o deixamos de lado, e que deixo de lado o que deve ser procurado.. Do que você me chamaria? Ingênua? Medrosa? Insegura? Sou um pouco de tudo, talvez.

Então eu vou dizer que quero me apaixonar, mas que tenho medo de quando isso acontecer. Quero te procurar, fazer tu me querer.. Mas logo após esses desejos, já me sinto arrependida. Bipolar? Talvez.

Sabe, esses dias tem sido tão difíceis. Estou transbordando de carência e tédio. A cama se tornou meu refúgio e sonhar tem sido um bom remédio. O problema é que me empolgo demais quando as coisas dão certo, e quando tudo dá errado fica apenas a frustração de não saber mais o que fazer. É, estou exatamente assim.. Frustrada.

Cheguei a um ponto em que não encontro mais a saída. Acho que vou ficar mais um pouco na cama, está tão frio lá fora e as cores estão sumindo. Ok. Eu esqueci que preto e branco também são cores, é que prefiro as que fazem parte do arco-íris.

Então por favor, me diga.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sem muito por hoje.

E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida.

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Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha.. Sem mais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sem título definido.


Não me venha com frases prontas, clássicas, decoradas ou similares. Também não precisa tentar prever qualquer dos meus sinais ou movimentos. Não tente repetir comigo sua fórmula usual e aparentemente infalível, porque eu, sinceramente, sou diferente.


A cada minuto que passa tenho mais certeza sobre a minha admiração em relação a pessoas que expressam o que realmente pensam. Então, por favor, me surpreenda. O espontâneo pode até me causar certo espanto, mas, acima de tudo, me desperta uma vontade imensa.


Eu tenho preguiça de quem é igual a todos os outros, ao mesmo tempo que tenho preguiça de quem me trata igual a todas as outras. Não sei exatamente quais são todas as coisas que eu quero. Mas uma delas eu sei muito bem: eu quero mais, muito mais.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Seremos.



Venha, me dê a mão. Vamos deitar no jardim embaixo de todos os planetas. Quero contar as estrelas em tua companhia, decifrar os desenhos que as nuvens formam. Quero compartilhar meus segredos e medos e saber que eles estão bem guardados. Venha. Vamos ser outra vez nós dois.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bem mais que o tempo..



O tempo nunca esquece. Um dia - quando a gente achar que se perdeu, quando a gente nem esperar, quando a gente parar de procurar explicação - as coisas fazem sentido, por si só. A resposta chega, na mesma voz que antes era silêncio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Até logo!



Por favor, não suma por muito tempo. Quero sentir tua falta, mas não quero perceber que vivo sem tua presença. É claro que precisamos de tempo, é necessário. A saudade vem melhor depois, diz Ana Carolina. Nesse tempo que ficará sumido, namore outras mulheres, beije outros lábios, sinta outros cheiros. Descubra! O que tiver que ser, será! Desculpa, é que eu não sei se é você quem espero. E acredito que se fosse, eu saberia. Certo? Também não sei! Quem sabe é só mais uma curtição, uma diversão de momento. O problema é que tudo parece tão sério que até me perco (o que não é difícil). Eu só não posso me acostumar, porque isso é um erro. As pessoas se acostumam e deixam de querer, a questão é que eu quero mais, eu quero muito mais. E espero mais de ti também. Seja sincero comigo e principalmente, seja sincero com você. Se não for conseguir preencher minhas expectativas, nem apareça outra vez. Não quero mais decepções, basta as que já vivi. Vamos fazer assim: Vá! Conheça pessoas, lugares, sentimentos novos. Volte! Veja se algo mudou. Volte para mim. Me ame, me encante e até me enlouqueça, mas não se prenda a mim. Eu gosto de pessoas livres. Combinado? Tenha sua vida, seus segredos, suas paixões, seus medos. E saiba que eu também tenho minha vida e nela há um espaço para você que ninguém mais ocupará. Não se preocupe tanto, eu sei me virar e espero que tu faça o mesmo.

Terminamos assim: Beijos, abraços, sorrisos e um até logo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Correndo contra os ponteiros do relógio.


Olho em minha volta e tudo está girando cada vez mais rápido. Estou ficando tonta, e não estou bêbada. O tempo tem se tornado um grande inimigo para mim, logo ele, que é a solução para tudo. Ao menos sempre foi essa impressão que me passou. Caminho nessas ruas e me debato com pessoas apressadas, que possuem as agendas lotadas de compromissos. Todos correm contra o tempo. Tudo cada vez mais depressa. Os dias parecem ter 12 horas. Quando se vê, já passou outro ano. Carnaval, páscoa, dia das mães, aniversário, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças, natal, reveillon, vestibular. 4 dessas datas já se passou, e aí vem mais uma. Assim vai mais um ano. Socorro! Quero e preciso de dias com 48 horas. A pilha de livros que preciso ler é imensa. Tenho matérias e matérias a serem estudadas. Aulas a serem frequentadas. Academia. Médico. Um pouco de vida social. E bastante objetivos a serem alcançados.
Essa tontura não passa, e o que seria o remédio para ela, se tornou a causa. O tempo! Ou seria a falta dele?

terça-feira, 25 de maio de 2010

Encontrar



Vou dizer que me perdi, sabendo que enquanto tudo acontecia eu estava era bem aqui? E eu continuo exatamente aqui. Quem sabe um dia eu e você, eu e eles, eu e ele ou eu e eu mesma nos encontremos. Talvez eu ache que sim, talvez eu ache que não, talvez eu não ache nada disso. Talvez eu não ache nada, nem disso nem daquilo. Não quero respostas, não hoje.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dama da Noite




Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. A roda? Não sei se é você que escolhe, não. Olha bem pra mim - tenho cara de quem escolheu alguma coisa na vida? Quando dei por mim, todo mundo já tinha decorado a tal palavrinha-chave e tava a mil, seu lugarzinho seguro, rodando na roda. Menos eu. Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais. Me pergunto se não é sorte também estar do lado de fora dessa roda besta que roda sem fim, sem mim. No fundo, tenho nojo dela. Eu sou a dama da noite que vai te contaminar com seu perfume venenoso e mortal. Eu sou a flor carnívora e noturna que vai te entontecer e te arrastar para o fundo de seu jardim pestilento. Eu sou a dama maldita que, sem nenhuma piedade, vai te poluir com todos os líquidos, contaminar teu sangue com todos os vírus. Cuidado comigo: eu sou a dama que mata, boy. O que importa é que você entra por um ouvido meu e sai pelo outro, sabia? Você não fica. Você não marca. Eu sei que fico em você, eu sei que marco você. Marco fundo. Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai lembrar que, uma noite sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas. Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro. Estar fora da roda é não querer nada. Não quero ninguém. Nem você. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino. Fora da roda, montada na minha loucura. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.


Caio Fernando Abreu (só algumas partes)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Love.




Quero um amor, eu quero sim. Eu sei que quanto mais procurar, mais ele irá fugir de mim e sei também que não devemos correr atrás de quem gostamos, porque a vida nos traz quem merecemos mas, vai demorar muito? O fato é que a gente cria métodos pra seguir em frente. Todos os dias. Propósitos que acreditamos (ou queremos) que sejam maiores do que resgatar aquilo que a gente nunca entendeu. E sinceramente, eu nunca entendi essa história de acharmos a metade da nossa laranja. Eu não sou uma laranja, oras bolas. E muito menos uma panela que precisa de tampa. Eu quero mesmo é alguém que se preocupe comigo, que goste de mim, que seja sincero e tenha respeito acima de tudo. Fidelidade também seria ótimo, o que está bem difícil de achar em relacionamentos desse 'mundo moderno'. Eu perdi a conta das noites em que eu esperei que esse amor batesse na minha porta, invadisse a minha casa e me trouxesse uma explicação. Mas ele nem sabe onde eu moro. Ele nem sabe de nada, mas sabe de tudo sobre mim. Isso me faz duvidar da existência dele na maior parte do tempo. E o fato é que ele existe. E porque não apareceu? Talvez seja por culpa minha, culpa dele, culpa do tempo.. eu não sei. Ou quem sabe eu não esteja preparada para um relacionamento tão sério, porém, é isso que eu quero e quero agora. 'Comofas?'. Nesses dias tão frios com fondue, vinho e filme só o que falta é esse tal amor. Onde tu se esconde? Em qual rua vou te encontrar? Está perto? Muitas vezes não há explicação. Ou eu cansei de tentar achar. É, talvez seja isso. Eu cansei de tentar achar, vou deixar que ele me ache.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Renovação




Hoje é meu aniversário! Sentimentos, planos, sonhos..

Tudo se renova, ou ao menos, deveriam ser renovados. Confesso que esse não foi um daqueles aniversários em que esperei euforica até porque estou aqui atirada nesse sofá, com uma garrafa de vinho, narguile, pizza, filme e a companhia da @rivizenker. Quero meus 15 anos de volta, ou eu posso pular para os 18? Ah, diz que sim.. Quero sair aos gritos pelas ruas dessa cidade, pular, dançar, tomar banho de chuva.. quero chutar o balde. Não existe idade para ser feliz. Quero paz, amor, saúde, dinheiro, sucesso, felicidade e um pouco (ou seria bastante?) de sacanagem.

Não me sinto renovada, e nem sinto que meus sentimentos, planos e sonhos estão renovados. Eu quero mais, aliás, eu quero MUITO MAIS. Isso é errado? Acredito que não. Porque se for, estou ferrada. Será que agora eu vou sentir esse vazio em meus aniversários? Logo eu, que sempre contava os dias para essa data. O melhor talvez seja esperar, ou apenas não apressar. O tempo é rei e tenho dito!


Eu te desejo não parar tão cedo pois toda idade tem prazer e medo.. E com os que erram feio e bastante que você consiga ser tolerante.. Quando você ficar triste que seja por um dia e não o ano inteiro e que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero.. Desejo! Que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado ainda, exista amor prá recomeçar. (Frejat)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Palavras Certas



A chuva que cai lá fora leva com ela meus pensamentos que deixei soltos em meio a esse apartamento vazio. Eu quase posso tocar o silêncio, esse mesmo que faz com que as palavras certas desapareçam, ou será que elas nunca existiram e eu estou em busca de algo vago? Bem provável que sim. É isso que tem acontecido comigo ultimamente, procuro e desejo tantas coisas ao mesmo tempo que me perco e acabo com a ideia de que elas são inexistentes mas, eu sei que essas tais coisas existem e vou achá-las. Eu sei onde quero chegar mesmo sem saber como, ou será que talvez minhas armaduras e formas de me proteger estão me cegando ao ponto de não conseguir ver a saída? Será que chegou a hora de me libertar e deixar o tempo mostrar a direção? Talvez seja melhor ir me libertando ao poucos, mas ao mesmo tempo eu sei que não consigo, pra mim é 8 ou 80, eu simplesmente não gosto de meio termo.


Queria te dizer palavras simples
Que guardariam tudo o que eu sinto
E pelo simples fato de te dizer
Mais forte ficaria meu sentimento
Mas nada que eu diga me parece exato
Nada que eu pense tem um sentido claro
Nenhuma canção vai me ajudar a descobrir
...
Queria te dizer palavras simples
Mas as palavras certas não existem
No universo inteiro.
(Nenhum de Nós)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

TUDO








Em agosto - setembro de 2008 veio a notícia de que você estava a caminho. Minha primeira reação foi de espanto, eu deixaria de ser a caçula para ocupar o posto de irmã do meio? E agora? Minhas regalias e mimos acabariam? Perto de dezembro, descobrimos que tu seria uma menina e se chamaria Laura. Saí do consultório e fui direto comprar tua primeira roupa: um tip top rosa.


Eu comprei praticamente todo o teu enxoval, não conseguia olhar para uma roupa e não comprar. Eu estava ganhando uma boneca que teria sua própria vida.


Quando tu nasceu, meu mundo mudou de cor. O que era preto-e-branco se tornou colorido e o que já havia cor, ganhou mais ênfase. Eu voltei a ver as coisas com os olhos de uma criança, aquele olhar que de alguma forma eu deixei de lado..


Eu estou te vendo crescer, compartilhando tuas descobertas e aprendendo contigo. Se perdi um pouco dos mimos, só de te ver sorrir já basta. Eu fico pensando nos conselhos que um dia tu vais me pedir e as vezes até acho que vou te superproteger, mas acredite, é só pra não ver tu cometer os mesmos erros que eu.


Hoje, tu estás fazendo 1 ano, que coisa mais amada. Olho para o chão do meu quarto e te vejo toda de rosa, com xucas no cabelo e brincando com o fio da internet -.- Te chamo e você me dá um daqueles sorriso mais verdadeiros que possa existir e vejo a inocência transbordar em teus olhos azuis mar. Te chamo mais uma vez e você vem gatinhando até a cadeira, me lança outro sorriso e pede colo. Como negar algo tão simples a uma mini pessoa tão amada como tu? Impossível!


Eu não sei transformar esse amor em palavras, é grande demais para ser posto em frases. Prefiro transmitir ele assim: com beijos, abraços e colos. Me sinto melhor só em te ter por perto.


Termino te desejando as melhores coisas do mundo, porque tu merece. Que tu continue com esse jeito maravilhoso, que revela uma fúria incontrolável ao ser contrariada. Esse é teu 1º aninho, o 1º de muitos.




Obrigada por dar cor a minha vida. EU TE AMO SIS!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quantas vidas você tem?



Quando penso que vou ficar livre pra seguir a diante vejo-o voltando com mais uma dose da minha droga preferida: você.Me perco entre teus braços e depois me vejo só, pensando em nós e no que vivemos. Vai ser sempre assim? Poderia ao menos me avisar, assim arrumaria uma forma de não sentir tanta falta quando o encontro acabasse! Será que também é culpa minha? Acho que nós dois temos uma parcela de culpa. Talvez eu deva acabar com esse vício de uma vez por todas ou eu vou esperar a hora de você não querer mais? Desculpa mas eu prefiro a primeira opção, cansei de ser o brinquedinho que só é procurado quando o 'dono' não tem algo melhor. Eu sou mais do que isso, e você sabe disso tanto quanto eu. Me diga, quantas vidas você tem? Gato possui 7, mas você eu já matei mais de mil vezes dentro de mim, e quando te vejo o sentimento acaba sempre voltando, ou ele nunca se foi de verdade. Eu perco a fala e sinto borboletas dentro de mim, mas não é amor, eu preciso acreditar que não é. Se fosse eu não sofreria tanto.. penso eu.
OBS: Esse post se mistura com o que já senti e com o que a minha amiga @rivizenker está sentindo. Esse é pra ti, amiga.

Mudanças!


Quando foi que eu deixei de ser criança pra me tornar essa quase adulta? E mais, será que eu já sou uma quase adulta preparada pra tomar conta de todas essas responsabilidades que a vida está largando nas minhas mãos? Confesso que não me sinto tão preparada assim! Onde está mamãe? Nunca fui muito fã da rotina, e agora me vejo presa a uma. Venero o improvável, as surpresas, as aventuras.. Ai, como é bom! Faz tempo que não me sinto como uma aventureira que um dia fui, sair sem horas pra voltar, sem compromissos logo mais e com aquela liberdade que só tenho em minha "calma" cidade. Talvez seja um pouco de saudades, ou não. Hoje me vejo mais madura e até sinto um pouco de orgulho por isso. O ponto positivo dessa mudança que talvez eu não tenha percebido, é que aprendi a confiar mais em mim e na minha força pra conseguir meus objetivos, e isso faz com que eu queira cada vez chegar mais longe. Abram alas, aí vou eu e levo comigo toda minha força, minha determinação, minha coragem e um pouco de medo também - não muito, mas o suficiente -. Quero poder olhar pra trás e perceber que nada foi em vão. Termino ao som de Nickelback - Photograph e digo que com tudo isso eu aprendi que mudar dói, mas não mudar dói muito.