sábado, 12 de março de 2011

Pirulitos se tornam cigarros. Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Celulares conectados no twitter durante a aula. Detenção se transforma em suspensão. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando war era só um jogo de cartas? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? A maior dor que você sentia era quando ralava os joelhos e os “adeus” duravam até só o amanhecer de outro dia. E nós não podiamos esperar por crescer?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nossos corpos se procuram, como numa dança, ballet de Bolshoi, sincronizado, bonito, leve. Olho no olho, boca na boca. Eu entro, você sai. Você sai, eu entro. E é aí que a gente se encontra! Encontro de almas. Doçura que quase rasga, invade... e sorri! Doce, como é doce o rosto da filha que eu imagino que a gente vai ter... Há em nós uma beleza que ainda está por vir. Completa, inteira e que nunca é igual.


Autor desconhecido