quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Gosto de quem se entrega, de quem marca, de quem tira o fôlego. Não gosto de coisas mornas, de calmaria. Preciso de desafios, complexidade... Assim tudo tem mais sentido. Sou ligada no 220; impulsiva, ansiosa, elétrica. Tem dias que não me suporto, que não consigo me olhar no espelho. Dias em que não me sinto normal e que procuro por calma... Quanta ironia. Hoje não quero respostas, não quero nada além da minha própria bagunça. Entenda que mesmo em meus dias anormais, eu não paro. Não consigo, não sei e não quero parar.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Eu sabia que não ia dar certo, eu tinha certeza disso e mesmo assim fui lá e fiz, ou melhor, escrevi. Essa tal de impulsividade que vive em mim... Um segundo depois de clicar no "enviar" fui tomada por um arrependimento, mas me arrependi por não ter escrito mais. Digitaria aquelas palavras mais mil vezes se fosse preciso, aprendi a saciar minhas vontades. Faço brincadeiras com fundos de verdades, digo coisas serias e logo largo uma risada. Os que me conhecem, sabem que é pura verdade seguida de uma ironia. Gosto de desafios, gosto de desafiar e ser desafiada. Deixo coisas no ar e espero que entendas, o que se torna difícil se você for um limitado que não enxerga nada além das palavras que lê.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Porque perdemos tempo tentando classificar nossos sentimentos? Não seria muito mais fácil vivê-los? Sem vírgulas, ponto de interrogação, ponto final, travessão, ífen? Sem a complexidade. Apenas o simples e o que há de mais lindo nele. Mas não, sempre queremos complicar. Entender o que não precisa ser entendido, achar classificações, nomes, adjetivos.. Me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! (Ou quero também?) São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um coração magoado. Quando tudo está bem, sempre achamos algo que não deveria estar alí. E deveria sim, nós que achamos que não. Para complicar, irritar, questionar, procurar.. E quem procura acha! EM TODOS OS SENTIDOS! O pior é que dói não achar uma classificação para o que estamos sentindo mas, onde foi que vimos que sempre precisamos saber por qual sentimento estamos sendo dominados? Quem foi que nos ensinou isso? Ninguém. Porque não há um motivo concreto que faça isso, a não ser é claro por nossa curiosidade. Buscamos o que as vezes nem precisamos. Procuramos por algo que já temos. Quebramos a cara, levantamos, caimos de novo e não aprendemos que certas coisas não existem para serem classificadas, que não possuem traduções ou significados em dicionários. Simplesmente precisamos vivê-las o máximo e aí sim, tirar nossas próprias conclusões. Sem medo, receio ou sei-lá-o-que. Custa viver, apreciar, aproveitar?
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Estava exatamente alí, intacto. Nunca tínhamos parado para perceber o seu tamanho real, a sua verdadeira importância. Conhecíamos ele no seu formato mínimo, sem exageros, sem contradições, emoção completamente ressessiva. Apenas o sólido, o básico, a razão era totalmente dominante. Procurámos tanto por ele que não percebíamos onde ele se encontrava: nas coisas mais simples. Um olhar, uma atitude, um gesto dizem mais do que mil palavras, certo? É, depende do ponto de vista eu diria. Mas ele estava alí. Ele estava alí o tempo todo e ninguém o percebeu. Quem o via, fingia não ter encontrado. Seria medo de não ter mais o que procurar? Ou o medo de vivê-lo? Não sabemos classificá-lo, não temos nada parecido e nem nos interessa qualquer tipo de classificação.. É ele, e apenas ele. Juntando duas pessoas e aí sim: emoção, razão, básico, exagero, máximo, mínimo.. TUDO se mistura, tudo se completa, tudo faz sentido. O amor é mesmo uma coisa engraçada, mas que mexe com todos nossos sentimentos e faz o nosso mundo virar, revirar e virar de novo. Muitas vezes. Várias vezes por dia. Ele não tem medo, não tem raiva, não tem inveja. Simples assim. Como tudo deveria ser! Eu daria um conselho para os que podem apreciá-lo como um dia eu apreciei (não vivi, mas vi): VIVA! APROVEITE! SE ESBALDE! CONTEMPLA! Nada é pra sempre. Cada minuto ao lado dessa raridade, é muito. Não desperdice. Eu sei, é clichê dizer que hoje pode ser seu último dia mas acredite, realmente pode ser. Às vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.
Lulu Santos pediu, a gente obedece:
“Hoje o tempo voa
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”
Viva o seu romance. Viva o seu último romance.
VIVA!
Lulu Santos pediu, a gente obedece:
“Hoje o tempo voa
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”
Viva o seu romance. Viva o seu último romance.
VIVA!
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