quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Se pudesse resumir meus últimos 12 meses, diria que eu tive um ano com poucas, mas boas certezas. Algumas delas se mostraram menos certas do que previ, outras continuam sendo o chão que eu teimo em pisar - e, até então, ele me parece firme.

Acontece que a segurança e firmeza que eu considero importantes, talvez não sejam iguais ao que outros chamam de certeza. O chão que eu teimo em pisar é nada menos do que aquele o qual eu não tenho a mínima ideia de onde vai me levar, mas pra mim ele é firme. Eu sou assim. E vou muito bem, obrigada.
Eu estive em muitos lugares, sem necessariamente sair do lugar. É que meu pensamento voa. E muda de ares com uma velocidade que até eu mesma me assusto. E por onde anda meu pensamento agora? Longe. E, sempre, de alguma forma, pertencendo a alguém. Tenho me surpreendido, mas é que não gosto MESMO do vazio.

Tenho minhas inseguranças, coerentes com a criança que ainda não deixei de ser. Mudar de história, deixar de lado uma história ou começar outra não é algo que se faça num piscar de olhos. O passado próximo demora a se deixar esquecer. Só que o quê, pra uma garota - livre - de 16 anos, não é passado e o que não é próximo? Mas a gente muda. Não na essência, e sim na adaptação. Talvez agora sejamos melhores. E, hoje, volto a me adaptar ao que já conhecia quando comecei 2010: modo stand-by, ou transição de histórias.

Eis que aguardamos um 2011 que tá aí pra encher de expectativas um monte de gente. Inclusive a mim, que aprendi a sempre esperar demais. E eu, insistentemente, com o mesmo sorriso bobo na cara, continuo adepta da procura. Coisa de quem acredita nas próprias convicções e idealizações. Vai entender.