Se pudesse resumir meus últimos 12 meses, diria que eu tive um ano com poucas, mas boas certezas. Algumas delas se mostraram menos certas do que previ, outras continuam sendo o chão que eu teimo em pisar - e, até então, ele me parece firme.
Acontece que a segurança e firmeza que eu considero importantes, talvez não sejam iguais ao que outros chamam de certeza. O chão que eu teimo em pisar é nada menos do que aquele o qual eu não tenho a mínima ideia de onde vai me levar, mas pra mim ele é firme. Eu sou assim. E vou muito bem, obrigada.
Eu estive em muitos lugares, sem necessariamente sair do lugar. É que meu pensamento voa. E muda de ares com uma velocidade que até eu mesma me assusto. E por onde anda meu pensamento agora? Longe. E, sempre, de alguma forma, pertencendo a alguém. Tenho me surpreendido, mas é que não gosto MESMO do vazio.
Tenho minhas inseguranças, coerentes com a criança que ainda não deixei de ser. Mudar de história, deixar de lado uma história ou começar outra não é algo que se faça num piscar de olhos. O passado próximo demora a se deixar esquecer. Só que o quê, pra uma garota - livre - de 16 anos, não é passado e o que não é próximo? Mas a gente muda. Não na essência, e sim na adaptação. Talvez agora sejamos melhores. E, hoje, volto a me adaptar ao que já conhecia quando comecei 2010: modo stand-by, ou transição de histórias.
Eis que aguardamos um 2011 que tá aí pra encher de expectativas um monte de gente. Inclusive a mim, que aprendi a sempre esperar demais. E eu, insistentemente, com o mesmo sorriso bobo na cara, continuo adepta da procura. Coisa de quem acredita nas próprias convicções e idealizações. Vai entender.