quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eu sei onde encontrar o que eu quero. Mas eu não aceito. Todas as tentativas de ficar longe, de te mostrar que eu não me importo... Existem pessoas que às vezes acredito serem capazes de te apagar um pouco daqui. Mas tudo o que eu acredito vai embora tão rápido. Foi assim que eu descobri não conseguir te tirar nunca de perto daqui. Eu deveria te odiar por isso, não é verdade? Às vezes eu acredito que sim. É que o que eu sinto varia entre o ódio e uma coisa muito bonita que eu nunca soube nomear. Como é que eu vou, um dia, caminhar tranqüila se a sombra que eu carrego leva um pouco do que é teu? Eu quero poder ser dois, não três. Eu perdi a conta das noites em que eu esperei que você batesse à minha porta, invadisse a minha casa e me trouxesse uma explicação. Mas você nem sabe onde eu moro.

Acho que o que dói é um passado próximo.

Você tem o papel, eu tenho a caneta. A gente só precisa saber onde se escondeu a história. Me deixa saber.

Por Andressa Schrank